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Porque é que as pessoas escrevem?

  • Feb 9, 2024
  • 1 min read

Tudo é mutável, mesmo na nossa cabeça. Um momento acontece, é filtrado por nós de acordo com a nossa experiência, vivência, valores e crenças, o momento é analisado. Sempre subjetivamente, claro. Mesmo se o tentássemos analisar objetivamente, nós estaríamos lá. A nossa presença. O nosso espírito. A nossa incapacidade inabalável de nos colocarmos e retirarmos de situações que não nos pertencem, que não são nossas, mas quais fingimos ser donos.


Quando escrevemos um diário, é isso mesmo. Repômos o nosso pensamento numa página em branco. E em branco significa que é limpa, livre. Que podemos criar o que quisermos. Mesmo nas páginas pautadas, onde temos de seguir um fluxo de direção pré-determinado - a não ser que sejas selvagem our evolucionário - a nossa liberdade é condicionada, é subjetiva.


Mas nós somos humanos.


Regemo-nos pelas aparências incondicionais. Factos fazem parte da ilógica irracionalidade. Probabilidades, estimativas. Disso é que gostamos. A intuição. O sentimento de que algures o que emerge, é por ocasião individualista.


É nesta euforia das condicionalidades subjetivas que guiamos a nossa alma e que procuramos guiar a dos outros. Como uma alavanca que não devemos puxar.


Estas são as probabilidades da vida. De acontecerem, com toda a certeza, na insegurança das nossas ações.

 
 
 

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